Política

Brasil coloca PF à disposição do Equador em meio à onda de violência

A crise de segurança no país começou após a fuga do líder dos Los Choneros da prisão onde cumpria uma pena de 34 anos. A facção criminosa está entre as mais temidas do Equador.

O Brasil colocou a Polícia Federal à disposição do governo do Equador em meio à onda de violência que assola o país. A informação foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

“Troquei mensagem com o Diretor da Polícia do Equador, Cesar Zapata, e com os demais diretores que integram a Ameripol, colocando a PF à disposição e oferecendo apoio”, disse Rodrigues ao blog.
A Ameripol, citada por Rodrigues, é uma organização composta pelo Brasil e outros 12 países americanos criada para a cooperação internacional das polícias do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Uruguai —similar a Polícia Internacional (Interpol).
A Polícia Federal acionou os adidos brasileiros na Colômbia e no Peru para acompanharem a situação e reportarem à agência. A Ameripol e a Interpol também monitoram o caso.

“Desde outubro do ano passado admitimos (custo pago pela PF) um policial do Equador no CCPI (Centro de Cooperação Policial Internacional) no Rio de Janeiro, que está servindo como ligação direta conosco para acompanhamento da situação”, explicou Rodrigues.
Terror, sequestros, invasão de TV, toque de recolher: entenda a onda de violência no Equador
A crise de segurança que atinge o Equador tomou novas proporções na terça-feira (9), quando uma universidade em Guaiaquil e uma emissora de TV local foram invadidas por homens armados com revólveres e bombas.

Em meio a esses ataques, um brasileiro foi sequestrado, assim como sete policiais, houve explosões na província de Esmeraldas, e o Ministério da Educação suspendeu as aulas presenciais em todo o país até a próxima sexta-feira (12).

Os ataques acontecem dois dias após a fuga do líder dos Los Choneros, uma das facções criminosas mais temidas do país, da prisão onde cumpria uma pena de 34 anos.

Conflito armado interno
Na terça, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, decretou “conflito armado interno” no país por causa da escalada de violência.
A medida autoriza a intervenção do Exército e da Polícia Nacional no país para combate às facções criminosas.

A medida identifica 22 facções e “atores beligerantes não estatais” como organizações terroristas e determina às Forças Armadas a execução de operações militares para “neutralizar” esses grupos, “respeitando os direitos humanos”.

fonte: G1

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