Polícia

‘Matador de aluguel’ é condenado por mortes de cantor e de morador de Vilhena, RO

Pablo Henrique da Silva Sega obteve duas condenações por homicídio em menos de dois meses. O réu, acusado de atuar como matador de aluguel em Vilhena (RO), deve cumprir quase 40 anos de prisão pelas mortes do cantor Maylson Lucas Campos Arruda e Júlio Pereira Bastos.

A primeira sentença foi expedida durante a sessão realizada dia 23 de agosto. Pouco mais de um mês depois, na segunda-feira (27), Pablo foi condenado novamente por outro crime semelhante. Nos dois casos ele é acusado de executar as vítimas após ser contratado por outras pessoas.

O jornal tenta contato com a defesa do condenado.

Caso do cantor D’Lucas

Cantor D’Lucas estava se apresentando em uma casa nortuda em Vilhena quando foi alvo dos disparos — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Maylson Lucas Campos Arruda, também conhecido como cantor D’Lucas, morreu aos 28 anos enquanto se apresentava em uma casa de shows em Vilhena (RO), dia 20 de maio de 2018.

Testemunhas contaram que o autor dos tiros de aproximou do palco já com arma em punho. Depois do primeiro tiro, Maylson tentou se esconder embaixo do palco, mas mesmo assim os disparos continuaram. O cantor foi atingido com três tiros, um deles atingiu a cabeça.

De acordo com o processo, o mandante do crime estava com ciúmes da ex-companheira que na época do crime estava em um relacionamento com Maylson. Inconformado com o termino do relacionamento, ele teria contratado Pablo para executar a vítima.

Pela morte de D’Lucas, o réu foi condenado a 19 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

Caso de Júlio Pereira

Vítima e sobrinho estavam sentados na frente de casa quando suspeito chegou e atirou seis vezes — Foto: Eliete Marques/G1

A morte de Júlio Pereira Bastos aconteceu sete dias após o primeiro crime. A vítima estava sentada na frente de casa juntamente com familiares, quando Pablo chegou atirando.

De acordo com as investigações na época do crime, o sobrinho de Júlio que tinha apenas 13 anos estava sentado ao lado dele no momento dos disparos. A esposa da vítima também teria presenciado o crime.

Ainda de acordo com a polícia, após ser atingido com um tiro, Júlio ainda tentou lutar com o atirador para se defender, mas foi baleado outras vezes.

Neste caso, Pablo foi contratado por outra pessoa que queria executar Julio após discussões. Ele foi condenado a 18 anos de prisão também em regime inicialmente fechado.

 

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