Polícia

Implante cerebral dá visão para mulheres cegas na ciência

A tecnologia é a maior engrenagem que gira o mundo hoje em dia e não há como duvidar disso. Graças ao grande e constante avanço tecnológico, nossas vidas têm ficado cada vez mais fácil. Graças aos inventos para hospitais, estudiosos puderam descobrir a cura de várias doenças com o passar do tempo. Além disso, realizar procedimentos cirúrgicos extremamente avançados, com sucesso na maioria dos casos.

Quando falamos em cyborg pensamos em algo surreal ou que exista apenas nos filmes de ficção. Mas ele nada mais é do que um organismo composto de partes orgânicas e cibernéticas. Geralmente, com algo que vem com a finalidade de melhorar suas capacidades utilizando a tecnologia artificial. E por mais que isso soe muito como uma ideia fantasiosa, cyborgs, de verdade, já existem no mundo real. Como por exemplo pessoas que usam próteses.

Um exemplo disso é essa prótese visual que foi implantada diretamente no cérebro. Ela permitiu que uma mulher cega percebesse formas e letras bidimensionais pela primeira vez em 16 anos. Mesmo ainda estando em suas primeiras versões, ele já vem demonstrando resultados fantásticos. Com o tempo, esse implante no cérebro pode devolver a visão à pessoas cegas.

Tecnologia

De acordo com o desenvolvedor da tecnologia, a ideia é ajudar pacientes que tiveram a visão afetada por problemas no sistema nervoso. Para isso, o implante é conectado ao córtex visual, parte traseira do cérebro ligada à visão. Além disso, o aparato utiliza um óculos modificado e uma câmera para transformar as imagens capturadas em sinais eletrônicos.

Até o momento, Bernadeta Gómez, uma mulher de 57 anos, é a única pessoa que experimentou o implante até agora. Sendo cega desde os 42, quando uma neuropatia óptica tóxica destruiu os feixes de nervos que conectam os olhos ao cérebro, foi só com o aparato, que ela conseguiu identificar novamente as luzes. Além de formas básicas impressas em papéis e outras pessoas.

A primeira vez que Gómez enxergou após a doença que acometeu sua visão foi em 2018. Nessa época, Eduardo Fernandez, diretor de neuroengenharia da Universidade de Miguel Hernandez, na Espanha, estava começando a aplicar seus estudos na área. De acordo com o pesquisador, seu principal objetivo era, e ainda é, restaurar a visão do maior número possíveis de pessoas. Atualmente, ainda existem 36 milhões de pessoas cegas ao redor do mundo.

Estudo

Através das pesquisas baseadas em restaurar a visão a partir do sistema nervoso, a ideia de Fernandez se diferencia das demais soluções ópticas para cegos. De forma feral, outros estudos buscam criar olhos e retinas artificiais a fim de substituir o órgão ou parte dele. No entanto, o problema é que, na maioria das vezes, isso está relacionado ao sistema nervoso, como é o caso de Gómez. Dessa forma, solução artificiais não podem resolver o problema. Por isso, os estudos de Fernadez são tão importante.

De acordo com Fernandez, a ideia é continuar aprimorando o dispositivo e assim, acolher novos pacientes. “Berna foi nossa primeira paciente. Mas ,nos próximos anos, instalaremos implantes em mais cinco pessoas cegas”, explicou Fernandez. “Fizemos experimentos semelhantes em animais, mas um gato ou um macaco não podem explicar o que estão vendo”.

Apesar da cirurgia ter sido arriscada em um corpo saudável, o procedimento do implante deu certo e só teve de ser removido seis meses depois. Isso porque ele ainda não está aprovado para uso a longo prazo. “O sistema imunológico do corpo começa a quebrar os eletrodos e cercá-los em tecido cicatricial, o que acaba enfraquecendo o sinal”, disse Fernandez. Além disso, ele acredita que o implante possa durar de dois a 10 anos sem falhar. Mas de toda forma, essa informação ainda não foi confirmada.

O processo para devolver a visão de pacientes por meio do aparato criado por Fernandez não é simples. Com isso, o dispositivo necessita de retinas humanas de doadores de órgãos para testes, machine learning, uma matriz com 100 minúsculos eletrodos e calibragem personalizada para cada pessoa. Ainda assim, é uma das melhores chances que cegos, afetados por problemas no sistema nervoso, têm para voltar a enxergar.

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