Saúde

Nova onda de Covid-19 na Europa, no Brasil também corremos esse risco?

Pandemia da Gripe Espanhola (importante e necessária correlação com a Covid 19)

A pandemia da gripe Espanhola (1918-1920), assim como ocorre hoje com a Covid-19 teve variantes, já que apresentou três ondas e durou em torno de dois anos, interferindo no curso daquele importante caos sanitário.

A semelhança de comportamento desses agentes viróticos se deve ao fato de ambos, influenza da febre espanhola, e coronavírus da Covid-19, serem vírus de RNA. “É uma característica genética que confere grande capacidade de mutação e recombinação, ou seja, de alteração genética com mudança de comportamento”.

Sem vacina à época, a epidemia da gripe espanhola acabou por meio da imunidade adquirida naturalmente pela população, a um altíssimo custo – crê-se que entre 50 a 100 milhões de pessoas (algo equivalente a 5% da população mundial) tenha ido a óbito. Um universo de 500 milhões de pessoas foram contaminadas, de uma população mais jovem e mais agrária, em um momento de uma expectativa de vida mais baixa que a atual. O preço pago foi bem maior que o atual.

Precisamos lembrar que a última Pandemia virótica que assolou a humanidade para atravessar continentes levava alguns dias, muitas vezes meses, por via marítima, ou vários dias a cavalo ou mesmo via rodoviária (caso da gripe espanhola a um século atrás). Hoje esses deslocamentos se realizam por horas em modernos aviões. É bom frisar que os vírus, que usam o homem como vetor, tem um período de incubação de 2 a 14 dias. A pessoa inicia viagem sem nenhum sintoma, transmite a Covid-19 nesse intervalo de incubação – os riscos estão potencializados.

No atual século da biotecnologia temos o passado sanitário a nos ensinar, o presente de ciências avançadas com possibilidade de nos direcionar. Como iremos nos comportar frente a esses desafios comuns (pandemia)? Teremos maturidade política, científica, econômica, social para administrar esse caos sanitário global? Os líderes dos 193 países do globo estão preparados para sentar-se à mesa de negociações para defender o interesse de seus representados? A cultura, a religiosidade, a ideologia de cada povo permitirão um intercâmbio promissor?

Essas interrogações estão muito presentes em nosso Brasil, povo de mesma língua, culturas que se adaptaram de várias colonizações, entretanto com um forte viés político ideológico que impede uma união nacional de combate à Covid-19, em específico, e demais pendengas do país, no geral.

No texto apresento números para estudos epidemiológicos, comparações para facilitar decisões governamentais. Em razão de uma nova onda, novas cepas, e em decorrência das letalidades configuradas, as festas de carnaval, shows artísticos, campanhas políticas e eleições e outros ambientes de grande aglomeração devem ter um maior controle sanitário?

As políticas de saúde implantadas nas três esferas governamentais devem ser conduzidas por profissionais de saúde e qualquer posição jurídica que interfira no processo decisório deve ser orientado por peritos da área epidemiológica, com assistência técnica correspondente, caso haja discussão jurídica.

https://www.youtube.com/watch?v=E-73U0g5CC0

Os dois períodos (ondas) que mais se acentuaram os casos positivos de circulação do Covid-19 no Brasil foram as aglomerações do carnaval de 2020 e as eleições municipais de 2020, que marcaram acentuadas curvas de contaminação e consequentes óbitos, posteriores aos eventos citados. Esses elementos nos dão um claro sinal, mormente quando na Europa prenuncia-se uma nova onda de Covid-19.

Pandemia Coronavírus 2020-2021 (nov. 2021)

Globo Brasil
Casos confirmados

258.830.438

Casos confirmados

22.030.182

Óbitos

5.174.646

Óbitos

613.066

Aplicação de vacinas

7.810.000.000

Aplicação de vacinas

298.000.000

Totalmente imunizados (duas doses)

3 bilhões 330 milhões de pessoas

Totalmente imunizados (duas doses)

121 milhões de pessoas

Percentual da população totalmente alcançada

42,7%

Percentual da população totalmente alcançada

60,4%

A OMS afirma, em novembro de 2021, que algumas nações imunizaram até 80% de sua população, enquanto outras menos de 10%. A Europa administrou a vacinação realizando uma cobertura de 53,5% de sua população. Dados apontam que apenas 48% dos cidadãos europeus fazem uso da máscara ao sair de casa.

Fica claro, com os dados apresentados e os informes colhidos junto a OMS, que os responsáveis pela aquisição e disponibilização dos imunizantes no Brasil atenderam com a presteza possível.

Brasil

Boletins coletados

17.681

Casos confirmados

22.049.800

Óbitos confirmados

613.634 (2,78%)

Municípios Atingidos

5.570 (100%)

População desses municípios

212 milhões

Municípios com óbitos

5.543

Aqui a confirmação que o coronavírus está circulando em todo o território nacional e a centralização desses dados estão configuradas nos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde.

Letalidade – número de óbitos por determinada causa.

Países Letalidade (número de óbitos por Covid-19, em casos confirmados positivo)

No mundo

1,99%

China

4,46%

Brasil

2,78%

EUA

1,61%

Rússia

2,84%

Índia

1,35%

Argentina

2,18%

Peru

9,02%

Itália

2,69%

França

1,60%

Paquistão

2,23%

Austrália

0,97%

Caracteriza uma pandemia quando os casos de determinada doença estão presentes nos cinco continentes. Aleatoriamente foram registrados países que representam esse caos sanitário pelo globo.

Capitais Brasil, letalidade (número de óbitos por Covid-19, em casos confirmados positivo)

São Paulo

3,99%

Rio de Janeiro

7,04%

Brasília

2,20%

Belo Horizonte

2,38%

Fortaleza

3,76%

Salvador

3,39%

Curitiba

3,51%

Campo Grande

2,94%

Cuiabá

3,10%

Manaus

4,63%

Rio Branco

2,85%

Porto Velho

2,90%

Nas capitais dos estados brasileiros temos um maior contingente populacional, chamando atenção para, na sua maioria, uma letalidade acima da média nacional. De forma aleatória foi feito referência a algumas capitais, e demos ênfase à região Norte.

São Paulo (letalidade por municípios)

Guarulhos

7,66%

Campinas

3,99%

Porto Feliz

1,60%

 

Rio de Janeiro (letalidade por municípios)

São Gonçalo

4,57%

Niterói

4,23

Cantagalo

0,76

 

Paraná (letalidade por municípios)

Londrina

2,29%

Ponta Grossa

2,55%

Chopinzinho

1,96%

Pernambuco (letalidade por municípios)

Jaboatão dos Guararapes

7,78%

Petrolina

1,60%

Tamandaré

4,86%

 

Amazonas (letalidade por municípios)

Parintins

3,54%

Itacoatiara

2,94%

Japurá

1,05%

 

Acre (letalidade por municípios)

Cruzeiro do Sul

2,13%

Tarauacá

0,71%

Epitaciolândia

2,28%

A título de curiosidade cidades de alguns estados nacionais, ainda de maneira aleatória. Constatamos não haver um padrão definido do comportamento do vírus, quer regionalmente, quer no número de habitantes dos municípios, o que impõe uma política de saúde muito individualizada e critérios severos para minimizar a circulação do coronavírus.

Rondônia (letalidade por municípios)

Porto Velho

2,90%

Ji-Paraná

3,00%

Ariquemes

2,19%

Vilhena

1,83%

Cacoal

2,04%

Rolim de Moura

2,38%

Jaru

2,30%

Guajará-Mirim

4,10%

Machadinho do Oeste

1,64%

Buritis

1,52%

Pimenta Bueno

1,74%

Costa Marques

1,91%

Castanheiras

2,91%

Primavera de Rondônia

3,03%

Pimenteiras do Oeste

3,39%

 No meu Estado de Rondônia uma característica interessante marca uma letalidade mais acentuada que a taxa nacional para os municípios menos populosos, talvez por apresentar menos recursos para um tratamento sanitário mais rápido e efetivo. Não contam com sistema hospitalar e quadro de saúde deficitário.

As estatísticas são instrumentos sempre válidos para auxiliar na tomada de decisões em todas as esferas do saber humano. Como cidadão brasileiro tenho visto pouca manifestação nos órgãos da imprensa escrita e televisionada, bem como nas mídias sociais controladas pelos órgãos de saúde, federal, estadual ou municipal a uma abertura de diálogo e informações por esses setores responsáveis por divulgar ações governamentais claras e esclarecer as políticas de saúde a empregar no combate à Covid-19. Um Comitê Covid-19 com participação representativa da sociedade, dos trabalhadores da saúde (profissionais envolvidos diretamente no processo sanitário), do governo municipal (onde vive o povo), traria mais transparência e legitimidade para o enfrentamento desse caos sanitário/econômico/administrativo/social.  A sociedade está no escuro.

Por Edson Silva

        Eduardo Lysias de Oliveira e Silva

Referencial bibliográfico

https://brasil.io/covid19/

https://noticias.r7.com/saude/pandemia-da-gripe-espanhola-teve-variantes-como-ocorre-com-covid-19-16092021

https://covid19.who.int/region/amro/country/us

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